A expressão acima é utilizada amplamente pelos americanos. Pode ser traduzida como "jogue o jogo, não jogue o placar".
Acho que todo esgrimista já ouviu de seu técnico para jogar um toque de cada vez, mas é impressionante como vemos gente experiente mudando completamente a sua maneira de jogar de acordo com o que mostra o placar do match.
Este talvez tenha sido o fato que mais me marcou observando a primeira prova nacional do ano no Rio de Janeiro. Gente que está rodando o circuito há bastante tempo, que sabe do perigo de perder o controle em pista, simplesmente se atira à frente, aparentemente sem qualquer estratégia, só pela suposta urgência de buscar o placar adverso.
Quem está ganhando também cai na armadilha. Gente que se apressa para fechar o combate, ou que fica passivo demais diante de uma grande vantagem construida.
Por mais que a tentação seja grande para seguir o instinto e jogar de acordo com o que mostra o placar, é preciso ter equilíbrio emocional e simplesmente "jogar o jogo". Se ele não está lhe favorecendo até aqui, buscar maneiras racionais de mudar. Se uma ação está dando certo e lhe deu uma confortável vantagem no marcador, insista nela até que o adversário a anule.
Enfim, jogue o jogo, não jogue o placar.
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